
Uma iniciativa Corinthians × Fatal Fans
Respeita as Minas
Reconhecer. Acolher. Agir.
A violência contra a mulher não começa na agressão física. Ela começa em palavras, em ameaças e em controle, mesmo que silencioso. Ela mora no silêncio de quem tem medo de falar e na indiferença de quem finge não ver.
Como Clube do Povo, o Corinthians tem um papel que vai além do campo: o de proteger quem está nossas torcedoras. O movimento Respeita as Minas nasce do orgulho de ser corinthiana para virar um polo de informações que protegem, cuidam e até salvam vidas.
Esta página é uma iniciativa do Corinthians junto a Fatal Fans para que todos saibam identificar os sinais, apoiar quem precisa e agir da forma certa.
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O que é
VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER
Qualquer ação ou omissão baseada no gênero que provoque sofrimento físico, psicológico, sexual, moral ou patrimonial — ou que coloque em risco a liberdade, dignidade ou integridade de uma mulher.
Pode acontecer dentro de casa, em relacionamentos, no trabalho, na internet, em espaços públicos, entre familiares, conhecidos ou até desconhecidos. Nem sempre deixa marcas visíveis. Por isso, reconhecer os primeiros sinais pode impedir que ela se agrave.
Os diferentes tipos
ELA TEM MUITAS FORMAS
A violência não é apenas o que se vê. Reconhecer cada tipo é o primeiro passo para agir.
Física
Qualquer agressão que provoque dor, lesão ou coloque a integridade física em risco — empurrões, tapas, socos, chutes, estrangulamento, queimaduras.
Psicológica
Comportamentos que afetam a saúde emocional e a autoestima: humilhações, ameaças, manipulação, chantagem, isolamento, controle excessivo, perseguição e intimidação.
Moral
Ofensas que atacam a honra e a reputação da mulher — xingamentos, difamação, exposição pública, falsas acusações e humilhações.
Patrimonial
Controlar ou destruir recursos financeiros e bens da vítima: impedir que trabalhe, reter documentos, controlar o salário, destruir objetos ou fazer dívidas em seu nome.
Sexual
Qualquer prática sexual sem consentimento — relações forçadas, constrangimento, impedimento de métodos contraceptivos, exposição de imagens íntimas. Consentimento é livre, consciente e pode ser retirado a qualquer momento.
Como reconhecer
OS SINAIS DE ALERTA
Nem sempre quem sofre violência consegue pedir ajuda. Saber ler os sinais pode fazer diferença.
Um sinal isolado não confirma uma situação de violência — mas vários sinais juntos merecem atenção e acolhimento.
Como ajudar
ACOLHER É DIFERENTE DE DECIDIR
Acolher é diferente de decidir pela vítima. Sua presença pode ser o começo de uma saída.
O que fazer
FAÇA
- Escute com atenção
- Acredite no relato
- Respeite o tempo da vítima
- Ofereça ajuda
- Informe sobre os canais oficiais
- Acompanhe quando solicitado
O que evitar
EVITE
- Julgar
- Culpabilizar
- Minimizar a situação
- Pressionar decisões
- Confrontar diretamente o agressor sem avaliar os riscos
Muitas mulheres permanecem em relações abusivas por medo, dependência financeira, ameaças ou falta de rede de apoio — e isso nunca deve ser motivo de julgamento.
Se precisar de ajuda
QUANDO LIGAR 180 OU 190
Orientação e denúncia
Canal nacional de orientação, acolhimento e encaminhamento. Ligue quando precisar de informações sobre direitos, denunciar uma situação ou ser encaminhada para serviços especializados.
Emergência policial
Quando houver violência em andamento, risco imediato ou perigo para a vítima ou terceiros. Se for emergência, não espere.
Rede de proteção
VOCÊ NÃO ESTÁ SOZINHA
Nenhuma mulher precisa enfrentar essa situação sozinha. Buscar ajuda é um direito.
- Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAM)
- Polícia Militar
- Defensoria Pública
- Ministério Público
- Centros de Referência da Mulher
- Serviços municipais
- Unidades de saúde
- Assistência social
- Organizações da sociedade civil
Direitos
TODA MULHER TEM DIREITO A
Conhecer seus direitos também é uma forma de proteção.
Mitos
O QUE DIZEM POR AÍ — E NÃO É VERDADE
Em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher.
A violência doméstica é um problema de toda a sociedade.
Violência é só quando há agressão física.
Existem diferentes formas de violência, além da física.
Ciúme é prova de amor.
Controle não é cuidado.
Se ela voltou para o relacionamento, é porque quis.
Fatores emocionais, financeiros, familiares e de segurança dificultam o rompimento.
O papel de cada um
COMBATER A VIOLÊNCIA
É DE TODO MUNDO.
Homens, famílias, amigos, clubes, empresas, instituições. Reconhecer, acolher e agir são três passos simples que podem salvar vidas.