Respeita as Minas

Uma iniciativa Corinthians × Fatal Fans

Respeita as Minas

Reconhecer. Acolher. Agir.

A violência contra a mulher não começa na agressão física. Ela começa em palavras, em ameaças e em controle, mesmo que silencioso. Ela mora no silêncio de quem tem medo de falar e na indiferença de quem finge não ver.

Como Clube do Povo, o Corinthians tem um papel que vai além do campo: o de proteger quem está nossas torcedoras. O movimento Respeita as Minas nasce do orgulho de ser corinthiana para virar um polo de informações que protegem, cuidam e até salvam vidas.

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O que é

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

Qualquer ação ou omissão baseada no gênero que provoque sofrimento físico, psicológico, sexual, moral ou patrimonial — ou que coloque em risco a liberdade, dignidade ou integridade de uma mulher.

Pode acontecer dentro de casa, em relacionamentos, no trabalho, na internet, em espaços públicos, entre familiares, conhecidos ou até desconhecidos. Nem sempre deixa marcas visíveis. Por isso, reconhecer os primeiros sinais pode impedir que ela se agrave.

Os diferentes tipos

ELA TEM MUITAS FORMAS

A violência não é apenas o que se vê. Reconhecer cada tipo é o primeiro passo para agir.

01

Física

Qualquer agressão que provoque dor, lesão ou coloque a integridade física em risco — empurrões, tapas, socos, chutes, estrangulamento, queimaduras.

02

Psicológica

Comportamentos que afetam a saúde emocional e a autoestima: humilhações, ameaças, manipulação, chantagem, isolamento, controle excessivo, perseguição e intimidação.

03

Moral

Ofensas que atacam a honra e a reputação da mulher — xingamentos, difamação, exposição pública, falsas acusações e humilhações.

04

Patrimonial

Controlar ou destruir recursos financeiros e bens da vítima: impedir que trabalhe, reter documentos, controlar o salário, destruir objetos ou fazer dívidas em seu nome.

05

Sexual

Qualquer prática sexual sem consentimento — relações forçadas, constrangimento, impedimento de métodos contraceptivos, exposição de imagens íntimas. Consentimento é livre, consciente e pode ser retirado a qualquer momento.

Como reconhecer

OS SINAIS DE ALERTA

Nem sempre quem sofre violência consegue pedir ajuda. Saber ler os sinais pode fazer diferença.

Mudanças repentinas de comportamentoMedo constanteIsolamentoAnsiedadeControle excessivo pelo parceiroLesões frequentesJustificativas inconsistentesPerda da autonomia financeiraAfastamento de familiares e amigos

Um sinal isolado não confirma uma situação de violência — mas vários sinais juntos merecem atenção e acolhimento.

Como ajudar

ACOLHER É DIFERENTE DE DECIDIR

Acolher é diferente de decidir pela vítima. Sua presença pode ser o começo de uma saída.

O que fazer

FAÇA

  • Escute com atenção
  • Acredite no relato
  • Respeite o tempo da vítima
  • Ofereça ajuda
  • Informe sobre os canais oficiais
  • Acompanhe quando solicitado

O que evitar

EVITE

  • Julgar
  • Culpabilizar
  • Minimizar a situação
  • Pressionar decisões
  • Confrontar diretamente o agressor sem avaliar os riscos

Muitas mulheres permanecem em relações abusivas por medo, dependência financeira, ameaças ou falta de rede de apoio — e isso nunca deve ser motivo de julgamento.

Rede de proteção

VOCÊ NÃO ESTÁ SOZINHA

Nenhuma mulher precisa enfrentar essa situação sozinha. Buscar ajuda é um direito.

  • Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAM)
  • Polícia Militar
  • Defensoria Pública
  • Ministério Público
  • Centros de Referência da Mulher
  • Serviços municipais
  • Unidades de saúde
  • Assistência social
  • Organizações da sociedade civil

Direitos

TODA MULHER TEM DIREITO A

Conhecer seus direitos também é uma forma de proteção.

ProteçãoAtendimento especializadoMedida protetiva quando cabívelAtendimento de saúdeAcolhimentoAssistência jurídicaPreservação da dignidade

Mitos

O QUE DIZEM POR AÍ — E NÃO É VERDADE

Em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher.

Verdade

A violência doméstica é um problema de toda a sociedade.

Violência é só quando há agressão física.

Verdade

Existem diferentes formas de violência, além da física.

Ciúme é prova de amor.

Verdade

Controle não é cuidado.

Se ela voltou para o relacionamento, é porque quis.

Verdade

Fatores emocionais, financeiros, familiares e de segurança dificultam o rompimento.

O papel de cada um

COMBATER A VIOLÊNCIA
É DE TODO MUNDO.

Homens, famílias, amigos, clubes, empresas, instituições. Reconhecer, acolher e agir são três passos simples que podem salvar vidas.

Reconhecer·Acolher·Agir
Emergência 190